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Escolhendo Binóculos

Escolhendo Binóculos

Alguns tipos de binóculos por tamanho e aumento:

 

Compactos: com diâmetros até 32mm (8x25, 16x32);

Pequenos: com diâmetros de 35 a 56mm (7x35, 10x50);

Médios: com diâmetros entre 60 e 74mm (12x60. 15x70);

Grandes: com diâmetros entre 80 e 100mm (20x80, 25x100);

 

Binóculos compactos: possuem aberturas muito pequenas para uso em astronomia e são recomendados, principalmente, para observação terrestre;

 

Binóculos pequenos e médios, de mão: são os mais populares e mais acessíveis na prática astronômica pois não necessitam de suporte como acontece com os grandes.

 

Binóculos grandes: são pesados, vão exigir suporte e oferecem um maior grau de dificuldade para apontamentos próximos ao zênite;

 

 

7x50 ou 10x50?

 

Quando um mesmo fabricante oferece binóculos de 7x50 e 10x50 temos que os dois são praticamente idênticos em peso, campo angular e dimensões (tamanho). Um 7x50 não oferece mais campo que um 10x50 de um mesmo fabricante, de uma mesma série e modelo. Os campos angulares são iguais porque a ocular de um 7x50 tem um campo aparente menor do que a ocular de um 10x50, de um mesmo fabricante, fazendo que no final, os campos se aproximem. Neste caso a escolha do 10x50 é mais acertada pois vai resolver mais a imagem e atingir uma definição melhor das estrelas, aumentando a magnitude limite. Um outro fator favorável ao 10x50 é a pupila de saída de 5mm ao invés de 7mm como no 7x50. A pupila de saída é o disco de luz formado no olho do observador e consegue-se tal valor dividindo o diâmetro da objetiva pelo aumento. Uma pupila de saída de 7mm exige uma pupila bem dilatada do observador. Um valor de 5mm é algo mais esperado para a visão humana em geral, para qualquer pessoa ou idade.

 

 

10x50 ou 7x35?

 

Se o 10x50 possui maior magnitude limite e melhor resolução que um 7x35, de um mesmo fabricante, ele é mais pesado (850 gramas). A melhor escolha será feita em função do objetivo da observação: para identificar constelações a leveza e agilidade de um 7x35 torna o manejo mais eficiente por ser menor e mais leve (680 gramas) podendo deixá-lo pendurado no pescoço o tempo todo. Mas se o objetivo for estrelas variáveis e identificação de globulares o 10x50 será mais vantajoso por resolver mais a imagem e oferecer uma magnitude um pouco maior mostrando mais alvos.

 

 

10x, 12x ou 15x?

 

Aumentos acima de 10x vão exigir mãos mais firmes pois se a imagem tremer demais a qualidade da observação fica comprometida. Existe um consenso entre observadores que 10x está próximo do limite para segurá-lo sem o uso de tripés. Ir além disso fica por conta da experiência de cada um que sabe até onde se pode ir segurando um equipamento de quase um quilograma apenas com as mãos.

Porém, para céus poluídos, o escurecimento do fundo pode ser decisivo. Ao dividirmos a área da objetiva pelo aumento temos um Fator de Escurecimento (FE) da imagem. Quanto menor for esse fator (FE) mais escuro fica o céu de fundo em ambiente urbano. Um 10x50 possui uma imagem mais esbranquiçada, com um fundo mais claro, do que um 12x50, em cidade com poluição luminosa significativa. Com mais aumento perde-se estabilidade mas ganha-se em magnitude limite por escurecer mais o fundo facilitando a identificação dos objetos. Em 15x50 a imagem torna-se muito escura para um campo visual menor diminuindo o conforto visual. Para uma imagem menos escura, em 15x, recomenda-se um 15x70 ou 15x60 desde que não ultrapasse 1Kg.

 

 

12x, 15x, 20x ou 25x?

 

Aumentos de 20x ou 25x vão exigir o uso de tripés o que torna o equipamento imbatível até 40 graus de altura no horizonte mas impraticável acima disso. Uma outra desvantagem da necessidade de tripés é a diminuição do fator portabilidade, característica destacada na utilização de binóculos. Um 12x60 ou um 15x70 oferecem uma gama de utilização muito ampla mantendo a portabilidade e rapidez de apontamento em qualquer direção ou altura tornando tal equipamento muito mais versátil e compensador.

 

 

Filtros, zoom e revestimentos

 

A presença de zoom vai de encontro ao item anterior onde acima de 10x poderá ser necessário um tripé. A maioria dos binóculos trazem filtro UV como revestimento principal, o que não compromete a observação. Deve-se evitar lentes vermelhas para não influenciar a identificação das cores dos objetos como estrelas mais avermelhadas e planetas. O tipo de filtro mais comum atualmente, para uso em astronomia, é o de cor verde.

 

 

Sistema Porro ou Roof?

 

Na observação de objetos celestes, que estão muito distantes, não faz diferença entre um sistema e outro. A vantagem do sistema Porro é que compõe uma maior variedade de opções de aumentos, aberturas e fabricantes e costumam ser mais baratos. Mas em termos de óptica, oferecem o mesmo desempenho.

 

 

Fabricantes recomendados

 

Barska, Bushnell e Celestron são fabricantes bem conceituados, com longa experiência neste tipo de produto e que oferecem grande variedade de binóculos a preços competitivos, acessíveis a qualquer pessoa. Marcas como Zeiss, Octans, Cintrax, Nikon, Orion ou Meade oferecem também produtos de qualidade porém com menor variedade ou, em alguns casos, com preços nem sempre tão acessíveis.